• Jéssica Alvarenga

Novas emergências e o consumidor cidadão


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Um processo de desaceleração e redefinição de valores

Com o cenário atual de pandemia e isolamento, diversos setores comerciais precisaram reduzir, ressignificar ou mesmo interromper suas atividades. Micro e pequenas empresas estão sendo severamente impactadas com a crise do Coronavírus, pois, diferente das grandes empresas que conseguem absorver a diminuição do fluxo de caixa, as marcas independentes e os negócios de bairro não possuem os meios para fazê-lo. Estamos vivendo um momento histórico onde somos forçadas a pausar para refletirmos sobre nossos meios e modos de consumo - a quarentena nos tem feito restabelecer nossos valores a partir do incentivo a pequenos negócios. Essa mudança de pensamento somada à preocupação de onde investimos nosso dinheiro já era importante antes, mas agora e no futuro ela se torna essencial para que os pequenos negócios que estão tentando se reinventar durante essa crise possam continuar existindo.

A chegada do Covid-19 rapidamente nos exigiu adaptações para continuar sobrevivendo. Automaticamente, isso provocou o exercício crítico de identificar o que realmente tem prioridade (material e emocional) nas nossas vidas. Já percebeu que durante essa quarentena você tem estabelecido uma conexão maior consigo mesma, além de ter estreitado laços com algumas pessoas e em tão curto período de tempo já ter se permitido mudar? Pois é, estamos todas nessa frequência! Vemos cada vez mais marcas estabelecendo uma relação ainda mais próxima com seus clientes, bem como uma preocupação ainda maior com a saúde e bem-estar dessas pessoas. Afinal, a pandemia tem nos mostrado o quanto estamos profundamente conectadas e o quanto devemos fortalecer os projetos e marcas que acreditamos.

Essa crise provoca uma mentalidade que reúne todas as pessoas do mesmo lado e isso nos tem feito rever nossos valores e hábitos em sociedade. Além de mudar nosso cotidiano, o vírus e o isolamento físico têm provocado questionamentos mais profundos sobre nosso modelo de sociedade baseado no consumismo e no lucro a qualquer custo. Essa ruptura forçada está nos permitindo mudar de forma mais veloz, o que talvez o mundo levaria décadas se todas essas mudanças tivessem que ser implementadas por nós de forma espontânea. Essa consideração é essencial para percebermos o quanto é possível, em tão pouco tempo, habitarmos nosso planeta de outra maneira. As famosas e almejadas soluções para um futuro mais sustentável residem tão somente em nós ao realizarmos melhores escolhas. Estamos vendo surgir uma economia do cuidado ao que é essencial.

A grande maioria das empresas que nasceram e vivem dentro de uma lógica de valores pautados na sustentabilidade enfrentavam dificuldades antes mesmo desta crise, pois vão contra a cultura em diversos aspectos do mercado vigente (sociais, econômicos e ambientais). Agora, o momento impõe ainda mais desafios, mas as pequenas marcas com valores pautados na sustentabilidade, como a Brisa, têm a chance de mudar os paradigmas que até hoje fizeram sentido na nossa sociedade: o crescimento acelerado, linear e de superexploração em todos os níveis. É um momento oportuno para percebermos os valores que essas marcas compartilham com a gente e o quanto elas lutam para continuar incentivando com esperança aquilo em que acreditam: um mundo mais justo, humano, colaborativo e com menos poluição.

A própria Tati da Brisa diz que “Ser uma empresa pequena também tem vantagens, pois estamos mais próximas das pessoas. Somos marcas que acolhem, que trocam e que conseguem colaborar com novos modelos de negócio visando a circularidade. São as pequenas empresas, seus gestores e seus consumidores que estão moldando o mercado e o sistema, buscando um diálogo cada vez mais verdadeiro e transparente.” Ela acrescenta: “Vejo a Brisa como uma ponte de sentimentos, um lugar de troca e não apenas de venda de produtos. Isso consolida a ideia do consumidor cidadão, pois quem compra também tem responsabilidades e não apenas direitos”.

Portanto, precisamos assumir nossas responsabilidade e olhar para as empresas locais com um novo significado. São estas que colocam acima de qualquer produto ou serviço o valor da vida por trás daquele trabalho e o valor da natureza, com a qual estabelecem uma relação de harmonia. Incentivar pequenas empresas e o emprego dos seu trabalhadores é, portanto, um ato consciente, solidário e, sobretudo, revolucionário. Acreditar na potência que nossas ações carregam nos traz uma esperança por um mundo melhor - sentimento que não pode ser esquecido, ou seremos sempre reféns dos cenários ruins que já vivíamos antes da pandemia. É o momento para inspirar e provocar o melhor nas pessoas, gerando essa esperança, garantindo sonhos, revendo comportamentos e construindo novos hábitos.

Agora é a chance de nos desprendermos da sociedade individualista e caminharmos juntas para uma sociedade coletiva e justa para todos.

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